Revista Brasileira de Interpretação Bíblica – julho-dezembro 2018

Atualizado em

Interpretação de textos bíblicos: Tendências e debates

Na esteira dos primeiros artigos da Revista Brasileira de Interpretação Bíblica – ReBiblica, este segundo fascículo continua a enfocar questões candentes e tendências na pesquisa bíblica nestes últimos anos da segunda década do século XXI. Cinco artigos formam um conjunto bastante diverso quanto às abordagens, mas muito equilibrado quanto ao material analisado: dois estudos sobre a Bíblia Hebraica, um sobre a Bíblia Grega (Septuaginta) e dois sobre o Novo Testamento.

Revista Brasileira de Interpretação Bíblica – ReBiblicaIniciamos com um artigo sobre um dos salmos mais musicados da história do judeu-cristianismo. Em O Salmo 150 à luz da Análise Retórica Semítica, Waldecir Gonzaga apresenta-nos novas perspectivas da riqueza e da profundidade do texto de encerramento do Saltério, a fim de que possamos estudá-lo, rezá-lo e vivenciá-lo de modo renovado.

Em “Casa de oração para todos os povos”: O estrangeiro na sociedade pós-exílica à luz de Is 56,1-8, Heitor Carlos Santos Utrini analisa a teologia do texto isaiano, com especial destaque para a figura do estrangeiro, e situa tal oráculo em seu contexto histórico.

Neste fascículo, o artigo internacional é-nos oferecido por Leonardo Pessoa da Silva Pinto, que neste semestre leciona no Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Em Redescobrindo a Septuaginta: Itinerário para o estudo da Bíblia Grega, Leonardo resume e avalia a discussão atual e oferece, como indicado no subtítulo, um itinerário seguro para iniciantes e iniciados no estudo da Bíblia dos judeus de Alexandria.

Passando ao Novo Testamento, a controvérsia sobre cura em Mateus 12,22-32 é analisada por Marcelo da Silva Carneiro no artigo intitulado Em nome de quem? O autor utiliza variadas ferramentas da exegese e da análise sócio-política para analisar e discutir possessões demoníacas e a autoridade de Jesus, da comunidade de Mateus e da Igreja de hoje no que se refere a curas e exorcismos.

Por fim, novo artigo sobre leitura decolonial. Em Abordagem pós-colonial e decolonial em Paulo: A Carta aos Romanos, Flávio Martinez de Oliveira nos convida a ler em nova perspectiva aquela célebre epístola paulina e ver nela “a proposta de uma sociedade alternativa com base na justiça escatológica de Deus, que não implica revolta, mas resistência em solidariedade e amor mútuo”.

Com este fascículo fechamos o primeiro volume anual de ReBiblica (2018), com a certeza de que os artigos publicados demonstram não apenas o amadurecimento da pesquisa bíblica no Brasil, mas também o amadurecimento dos leitores interessados na leitura científica do texto bíblico.

Cássio Murilo Dias da Silva – Editor

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