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Quando se tem um objetivo

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A imensidão do universo tornam minúsculos os nossos maiores problemas e gigantes as menores alegrias. Ensina-nos a dar valor à vida que levamos e a pequenas coisas que às vezes passam despercebidas.

E então podemos constatar como tão poucas coisas são suficientes para vivermos em paz e bem.

Ao se caminhar para um objetivo, sobretudo um grande e distante objetivo, as menores coisas se tornam fundamentais. Uma hora perdida é uma hora perdida, e quando não se tem um rumo definido é muito fácil perder horas, dias ou anos, sem se dar conta disso. O mínimo progresso que conseguimos fazer num dia em direção ao objetivo é importante, que seja de centímetros apenas. Com o tempo, nós acumulamos todos os progressos e os centímetros se transformam em quilômetros. Sentimos que estamos cumprindo uma obra de paciência e disciplina. E percebemos como é simples conseguir isso. Nada de sacrifícios extremos ou esforços impossíveis. Nada de grandes sofrimentos. Ao contrário, basta apenas o simples, minúsculo e indolor esforço de decidir. E ir em frente. Então, tudo se torna mais fácil. Os problemas encontram solução. Decidir sem medo de errar.

Esta é uma paráfrase de um trecho do livro de Amyr Klink, Cem dias entre céu e mar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985, p. 126-127.

Edição mais recente: 32. ed. 13. reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, 264 p. – ISBN 9788571644328.

Feliz 2012

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Os nomes dos brasileiros

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Maria e José são os nomes mais comuns no Brasil, veja lista

Um levantamento do bureau de informação e análise de crédito ProScore revelou que Maria e José estão no topo da lista dos 50 nomes mais comuns no Brasil. O nome Maria é usado por mais de 13 milhões pessoas, enquanto José, o segundo colocado, tem mais de 8 milhões de registros. Na sequência, com 3,5 milhões aparece Antônio. João e Francisco vêm em seguida, com 3 milhões e 2 milhões, respectivamente. Outro dado curioso do levantamento é o nome Luiz com “z” –que é três vezes mais usado que Luís com “s”. Luiz ultrapassa os 1,5 milhões de adeptos, enquanto Luís não chega nem a 500 mil. A pesquisa foi feita na base da empresa –que conta com nomes e CPFs de 165 milhões de brasileiros. De acordo com Censo de 2010, há 190,7 milhões de habitantes no Brasil. Veja a lista dos 50 nomes mais usados no país.

Fonte: Folha.com: 28/11/2011 – 16h13

Os dez primeiros são:
1. Maria
2. José
3. Antonio
4. João
5. Francisco
6. Ana
7. Luiz
8. Paulo
9. Carlos
10. Manoel

Observando o Twitter em noite de domingo

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Feliz 2011

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João Madeira está na IHU On-Line

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Escolástica. Uma filosofia em dialogo com a modernidade

Escolástica. Uma filosofia em diálogo com a modernidade é o tema de capa da edição 342 da IHU On-Line, de 06/09/2010. Contribuem para o debate João Madeira, Paula Oliveira e Silva, Jorge Alejandro Tellkamp, Alessandro Ghisalberti, Alfredo Culleton, Francisco Suarez, Giuseppe Tosi, Alfredo Storck, Luís Alberto De Boni, José Luís Herreros, Santiago Orrego, Ludger Honnefelder, Jacob Schmutz, Jaqueline Hamesse e Angel Poncela González.

João Madeira, meu amigo e ex-aluno, mineiro, está neste número.

Graduado em Filosofia pelas Faculdades Claretianas de Batatais e em Teologia pelo Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeiro Preto, João Madeira é especialista em Filosofia Contemporânea pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), mestre em Filosofia pela Universidade Católica de Louvain-la-Neuve e doutor em Filosofia pela mesma instituição, com a tese Pedro da Fonseca’s Isagoge Philosophica and the Predicables from Boethius to the Lovanienses. Fez pós-doutorado em História das Ciências na Universidade de São Paulo (USP). Membro do Centro de Filosofia Brasileira (CEFIB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é professor de História da Filosofia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Leia Mais
Madeira defende sua tese de doutorado em Filosofia em Leuven, Bélgica

Terremoto no Chile e alerta de tsunami

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Sismógrafo em São Paulo registra terremoto do Chile – Apolo11.com – 27 fev 2010

O mega terremoto de 8.8 graus que atingiu a costa do Chile nesta madrugada é um dos maiores tremores que já atingiram o país andino em toda a história. A intensidade do abalo foi equivalente à detonação de 12 mil bombas atômicas similares à que destruiu Hiroshima em 1945 e pelo menos 500 vezes mais potente do que o terremoto de 7.0 graus que destruiu a capital do Haiti em janeiro de 2010.

Enquanto no Haiti o tremor foi causado pelo deslizamento entre a placa tectônica caribenha e norte-americana, o evento do Chile foi causado pelo choque entre a placa tectônica de Nazca, a leste do epicentro e sul-americana, a oeste. Essa mesma movimentação da crosta terrestre também é a responsável pela formação da cordilheira dos Andes, que domina a face ocidental da América do Sul.

O mega terremoto ocorreu às 06h34 UTC (03h34 hora local e de Brasília), 35 km abaixo do leito submarino sob as coordenadas 35.846°S e 72.719°W, aproximadamente a 100 km a norte-noroeste de Chillan, 115 km a norte-nordeste da cidade de Concepcion e 325 km a sudoeste da capital Santiago. O evento foi seguido de uma série de aftershocks (sismos secundários que ocorrem após o tremor principal), os mais intensos com magnitude de 6.2 graus, registrado na mesma localidade e outro de 6.9 graus, na costa de Bio-Bio.

Diversos terremotos ainda estão sendo registrados na costa chilena, fazendo a costa chilena vibrar por pelo menos 5 horas. Devido à localização, intensidade e profundidade, diversos avisos de tsunamis foram gerados para a costa do Peru, Chile, Equador e Polinésia Francesa, mas até agora não há informação sobre a formação de ondas gigantes.

O tremor dessa madrugada foi sentido também em outros países andinos. Em Buenos Aires, diversos prédios foram evacuados e em Lima, capital do Peru, o tremor foi percebido nas ruas e prédios da cidade.

Terremoto registrado em São Paulo

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, moradores dos bairros da Mooca, Tatuapé, Bela Vista e da avenida Paulista procuraram a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para comunicar tremores.

O tremor também foi registrado pelo sismógrafo instalado no bairro de Vila Mariana e mantido pelo Apolo11-PainelGlobal, que registrou os principais eventos ocorridos durante toda a madrugada.

Quantos Haitis?

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A leitura deste texto de José Saramago em seu blog, O Caderno de Saramago, é obrigatória.

Quantos Haitis?

O post foi publicado em 8 de fevereiro de 2010.

No Dia de Todos os Santos de 1755 Lisboa foi Haiti. A terra tremeu quando faltavam poucos minutos para as dez da manhã. As igrejas estavam repletas de fiéis, os sermões e as missas no auge… Depois do primeiro abalo, cuja magnitude os geólogos calculam hoje ter atingido o grau 9 na escala de Richter, as réplicas, também elas de grande potência destrutiva, prolongaram-se pela eternidade de duas horas e meia, deixando 85% das construções da cidade reduzidas a escombros. Segundo testemunhos da época, a altura da vaga do tsunami resultante do sismo foi de vinte metros, causando 600 vítimas mortais entre a multidão que havia sido atraída pelo insólito espectáculo do fundo do rio juncado de destroços dos navios ali afundados ao longo do tempo. Os incêndios durariam cinco dias. Os grandes edifícios, palácios, conventos, recheados de riquezas artísticas, bibliotecas, galerias de pinturas, o teatro da ópera recentemente inaugurado, que, melhor ou pior, haviam aguentado os primeiros embates do terramoto, foram devorados pelo fogo. Dos 275 mil habitantes que Lisboa tinha então, crê-se que morreram 90 mil. Conta-se que à pergunta inevitável “E agora, que fazer?”, o secretário de Estrangeiros Sebastião José de Carvalho e Melo, que mais tarde viria a ser nomeado primeiro-ministro, teria respondido “Enterrar os mortos e cuidar dos vivos”. Estas palavras, que logo entraram na História, foram efectivamente pronunciadas, mas não por ele. Disse-as um oficial superior do exército, desta maneira espoliado do seu haver, como tantas vezes acontece, em favor de alguém mais poderoso.

A enterrar os seus cento e vinte mil ou mais mortos anda agora o Haiti, enquanto a comunidade internacional se esforça por acudir aos vivos, no meio do caos e da desorganização múltipla de um país que mesmo antes do sismo, desde gerações, já se encontrava em estado de catástrofe lenta, de calamidade permanente. Lisboa foi reconstruída, o Haiti também o será. A questão, no que toca ao Haiti, reside em como se há-de reconstruir eficazmente a comunidade do seu povo, reduzido não só à mais extrema das pobrezas como historicamente alheio a um sentimento de consciência nacional que lhe permitisse alcançar por si mesmo, com tempo e com trabalho, um grau razoável de homogeneidade social. De todo o mundo, de distintas proveniências, milhões e milhões de euros e de dólares estão sendo encaminhados para o Haiti. Os abastecimentos começaram a chegar a uma ilha onde tudo faltava, fosse porque se perdeu no terramoto, fosse porque nunca lá existiu. Como por acção de uma divindade particular, os bairros ricos, em comparação com o resto da cidade de Porto Príncipe, foram pouco afectados pelo sismo. Diz-se, e à vista do que aconteceu no Haiti parece certo, que os desígnios de Deus são inescrutáveis. Em Lisboa as orações dos fiéis não puderam impedir que o tecto e e os muros das igrejas lhes caíssem em cima e os esmagassem. No Haiti, nem mesmo a simples gratidão por haverem salvo vidas e bens sem nada terem feito para isso, moveu os corações dos ricos a acudir à desgraça de milhões de homens e mulheres que não podem sequer presumir do nome unificador de compatriotas porque pertencem ao mais ínfimo da escala social, aos não-ser, aos vivos que sempre estiveram mortos porque a vida plena lhes foi negada, escravos que foram de senhores, escravos que são da necessidade. Não há notícia de que um único haitiano rico tenha aberto os cordões ou aliviado as suas contas bancárias para socorrer os sinistrados. O coração do rico é a chave do seu cofre-forte.

Haverá outros terramotos, outras inundações, outras catástrofes dessas a que chamamos naturais. Temos aí o aquecimento global com as suas secas e as suas inundações, as emissões de CO2 que só forçados pela opinião pública os governos se resignarão a reduzir, e talvez tenhamos já no horizonte algo em que parece ninguém querer pensar, a possibilidade de uma coincidência dos fenómenos causados pelo aquecimento com a aproximação de uma nova era glacial que cobriria de gelo metade da Europa e agora estaria dando os primeiros e ainda benignos sinais. Não será para amanhã, podemos viver e morrer tranquilos. Mas, di-lo quem sabe, as sete eras glaciais por que o planeta passou até hoje não foram as únicas, outras haverá. Entretanto, olhemos para este Haiti e para os outros mil Haitis que existem no mundo, não só para aqueles que praticamente estão sentados em cima de instáveis falhas tectónicas para as quais não se vê solução possível, mas também para os que vivem no fio da navalha da fome, da falta de assistência sanitária, da ausência de uma instrução pública satisfatória, onde os factores propícios ao desenvolvimento são praticamente nulos e os conflitos armados, as guerras entre etnias separadas por diferenças religiosas ou por rancores históricos cuja origem acabou por se perder da memória em muitos casos, mas que os interesses de agora se obstinam em alimentar. O antigo colonialismo não desapareceu, multiplicou-se numa diversidade de versões locais, e não são poucos os casos em que os seus herdeiros imediatos foram as próprias elites locais, antigos guerrilheiros transformados em novos exploradores do seu povo, a mesma cobiça, a crueldade de sempre. Esses são os Haitis que há que salvar. Há quem diga que a crise económica veio corrigir o rumo suicida da humanidade. Não estou muito certo disso, mas ao menos que a lição do Haiti possa aproveitar-nos a todos. Os mortos de Porto Príncipe foram fazer companhia aos mortos de Lisboa. Já não podemos fazer nada por eles. Agora, como sempre, a nossa obrigação é cuidar dos vivos.

Leia Mais:
Livro examina vida e obra de Saramago e ganha elogio do escritor – Folha Online: 23/02/2010 – 07h58

Reflexões sobre o terremoto do Haiti

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Deus está no Haiti?

Desde a perspectiva científica, o terremoto tem uma dupla explicação. Por um lado, uma zona sísmica, sempre ameaçada por terremotos e maremotos, que acontecem com frequência. Por outro, que se praticou um desflorestamento em massa no país, que contrasta com a superfície da República Dominicana, a outra parte da ilha. Além disso, deu-se uma sobre-exploração do solo, um esgotamento dos recursos naturais, em parte por empresas que foram pão para hoje e fome para amanhã, e uma forte explosão demográfica sob governos corruptos e ditatoriais, como os Duvalier, cujo herdeiro gasta hoje sua fortuna na França. A reportagem é de Juan A. Estrada, publicada no Diario de Sevilla, 23/01/2010. A tradução é de Vanessa Alves.

Quando o terremoto chegou, quase tudo veio abaixo, incluindo o centro histórico e as instalações estatais. Mas o bairro rico e moderno de Pétion Ville, em Porto Príncipe, mal sofreu danos. É uma ilha segura, sólida e livre de desastre natural. A conclusão é evidente: com outra política e governo, outra distribuição da riqueza e outro tipo de construções teria se amortecido muito a violência da natureza no país mais pobre da América. Antes de se perguntar por Deus – Por que permite isso? – é preciso perguntar ao homem como consentimos que tantos seres humanos vivam na miséria, indefesos perante a natureza? A tragédia do Haiti é sequência do tsunami da Indonésia e virão muitos mais, porque três quartos da humanidade vivem na pobreza, sem meios para controlar a natureza. Temos os recursos técnicos e materiais para reduzir ao mínimo estes desastres, mas a distribuição internacional da riqueza os invalida…

Fonte: Notícias: IHU On-Line: 26/01/2010