Problemas nos modelos do Blogger

Blogger Status

Issue history:
2:00 PM: Many blog templates are currently broken due to an inability to load the template images from blogblog.com.

2:25 PM: Engineers are performing maintenance on a failed server. Expect return to full service rather soon.

Se você encontrar um blog meio estranho, sem todos os detalhes do modelo, com a página toda acinzentada… infelizmente é porque o Blogger ainda está com problemas! As coisas estão funcionando pela metade, por aqui. Estão tentando corrigir, é o que dizem no Blogger Status.

2:35 PM: Templates have been restored to full functionality.

Guia para os telespectadores da história de Talpiot

Acabei de ver agora nas listas ANE-2 e Biblical Studies que Joe Zias preparou um guia para os telespectadores do documentário do Discovery Channel The Lost Tomb of Jesus: Deconstructing the Second and Hopefully Last Coming of Simcha and the BAR Crowd

Aliás, Joe Zias em e-mail para a lista de discussão ANE-2, cita Byron McCane, que diz, entre outras coisas:

The publicity for the Discovery Channel documentary “The Lost Tomb of Jesus” has a disturbingly familiar ring. First came the James Ossuary; then The DaVinci Code, next the John the Baptist cave, and now the lost tomb of Jesus. The two archaeologists involved in “The Lost Tomb of Jesus,” for example, already have a well-known track record for sensationalism. These programs go for the quick buck. Everything is crafted to generate interest, to make sales. The disturbing trend in recent documentaries toward profit-driven sensationalism, however, is an insult to all concerned, and especially to those of us who are scholars of these subjects. And that is why it is scholars who should bring this train of sensationalism to a stop.

Explico o começo: Toda esta publicidade em torno do documentário “The Lost Tomb of Jesus” do Discovery Channel tem um aspecto muito familiar: primeiro foi o Ossuário de Tiago, depois o Código Da Vinci, em seguida, a Gruta de João Batista e agora a Tumba Perdida de Jesus. Os dois arqueólogos envolvidos na estória, por exemplo, são conhecidos por uma visível postura sensacionalista em suas atuações… Tudo é direcionado para o comércio… É um insulto a todos, especialmente aos especialistas da área, que devem dar um basta nisso…

Como o documentário será apresentado hoje, dia 4, nos EUA, seria prudente os brasileiros irem se prevenindo, pois vem aí um tsunami de propaganda. Por isso recomendo mais leituras. Dia 18 de março a TV apresenta a coisa aqui.

Ben Witherington e outros especialistas apresentaram dez razões que mostram o absurdo da estória de uma tumba da família de Jesus em Talpiot.

Veja Ten Reasons Why The Jesus Tomb Claim is Bogus, que são:

1. There is no DNA evidence that this is the historical Jesus of Nazareth
2. The statistical analysis is untrustworthy
3. The name “Jesus” was a popular name in the first century, appearing in 98 other tombs and on 21 other ossuaries
4. There is no historical evidence that Jesus was ever married or had a child
5. The earliest followers of Jesus never called him “Jesus, son of Joseph”
6. It is highly unlikely that Joseph, who died earlier in Galilee, was buried in Jerusalem, since the historical record connects him only to Nazareth or Bethlehem
7. The Talpiot tomb and ossuaries are such that they would have belonged to a rich family, which does not match the historical record for Jesus
8. Fourth-century church historian Eusebius makes quite clear that the body of James, the brother of Jesus, was buried alone near the temple mount and that his tomb was visited in the early centuries, making very unlikely that the Talpiot tomb was Jesus’ “family tomb”
9. The two Mary ossuaries do not mention anyone from Migdal, but simply has the name Mary, one of the most common of all ancient Jewish female names
10. By all ancient accounts, the tomb of Jesus was empty, making it highly unlikely that it was moved to another tomb, decayed for one year’s time, and then the bones put in an ossuary

Traduzindo para o português:

1. Não há evidência de DNA de que este seja o Jesus de Nazaré histórico
2. A análise estatística que foi efeituada não é confiável
3. O nome “Jesus” era comum no século primeiro, aparecendo em 98 outras tumbas e em 21 outros ossuários
4. Não há evidência histórica de que Jesus tenha se casado ou tido um filho
5. Os primeiros seguidores de Jesus nunca o chamaram de “Jesus, filho de José”
6. É improvável que José, que morreu mais cedo na Galiléia, tenha sido enterrado em Jerusalém, já que dados históricos o ligam apenas a Nazaré ou Belém
7. A tumba e os ossuários encontrados em Talpiot teriam pertencido a uma família rica, contrariando o que é historicamente aceito sobre Jesus
8. O historiador da Igreja Eusébio, do século IV, deixa claro que o corpo de Tiago, o irmão de Jesus, foi enterrado sozinho perto do monte do Templo e que sua tumba era visitada nos primeiros séculos, tornando bastante improvável que a tumba de Talpiot seja a “tumba da família” de Jesus
9. Os dois ossuários das duas Marias não mencionam ninguém de Migdal, mas simplesmente trazem o nome Maria, um dos mais comuns entre todos os nomes de mulheres judias da época
10. Segundo todos os relatos da antiguidade, a tumba de Jesus estava vazia, sendo improvável que ele tenha sido removido para outra tumba, ficado em decomposição durante um ano e depois seus ossos tenham sido colocados em um ossuário.

Termino a leitura, mas observo: para ser justo, os argumentos acima pedem o benefício da dúvida: nem todos são tão históricos assim. Alguns têm um forte sabor teológico!