Biblia Hebraica Quinta

Prospekt zur Biblia Hebraica Quinta

Quinta editione cum apparatu critico novis curis elaborato
Participantibus R. Althann, P.B. Dirksen, N. Fernández Marcos, A. Gelston, A. Gianto, L. Greenspoon, I. Himbaza, J. Lust, D. Marcus, C. McCarthy, M. Rösel, M. Sæbø, R. Schäfer, S. Sipilä, P. Schwagmeier, A. Tal, Z. Talshir
consultis A. Dotan pro masora, A. Groves et Soetjianto pro impressione electronica, R. Omanson pro redactione et stylo

 

communiter ediderunt A. SCHENKER (praeses), Y.A.P. GOLDMAN, A. VAN DER KOOIJ, G.J. NORTON, S. PISANO, J. DE WAARD, R.D. WEIS

 

 

Die Biblia Hebraica in einer völlig neu bearbeiteten Ausgabe: Die neue Ausgabe geht auf eine Initiative des Weltbundes der Bibelgesellschaften zurück und erscheint im Verlag der Deutschen Bibelgesellschaft. Innerhalb des Weltbundes ist die Deutsche Bibelgesellschaft für die Entwicklung und Herstellung wissenschaftlicherBibelausgaben verantwortlich; sie fördert und betreut das BHQ-Projekt seit mehr als einem Jahrzehnt. Die erste Lieferung erscheint im Herbst 2004. Sie bildet Teil 18 der Gesamtausgabe und enthält die Allgemeine Einführung und die Megilloth. Weitere Faszikel sind in Vorbereitung; sie werden von einem international undinterkonfessionell zusammengesetzten Gelehrten-Team erarbeitet und herausgegeben. Im Jahr 2010 soll die Edition vollständig vorliegen. BHQ ist eine Handausgabe (editio minor) in der Tradition der Biblia Hebraica. Sie soll allen, die sich ernsthaft mit der Hebräischen Bibel befassen, ein klares und zuverlässiges Bild der vorhandenen Textzeugen bieten, sofern diese für Übersetzung und Exegese von Bedeutung sind (cont.)

 

On the initiative of the United Bible Societies, and with the sponsorship of the German Bible Society which has special responsibility for the publication of scientific editions, the first fascicles of a new edition of Biblia Hebraica are now reaching publication. The first installment will be available in fall 2004. It is Part 18 of the complete edition and will contain the General Introduction and the Megilloth. Other fascicles are in preparation by an international and interconfessional team of scholars. The edition should be complete by 2010. This is a manual edition (editio minor), in the Biblia Hebraica tradition, produced for serious students of the Hebrew Bible. It aims to provide them with a clear presentation of the surviving evidence of the text’s transmission that is relevant for translation and exegesis (cont.)

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Biblia Hebraica Quinta
Biblia Hebraica Quinta and the Making of Critical Editions of the Hebrew Bible

The Da Vinci Code seria um plágio de The Holy Blood and the Holy Grail?

Folha Online: 25/02/2006 – 11h42

da Efe, em Londres

A estréia britânica do filme baseado em “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, pode ser atrasada ou suspensa devido ao processo por plágio apresentado contra a editora, informa hoje o diário “The Times”. Michael Baigent e Richard Leigh, autores de “The Holy Blood and the Holy Grail”, sustentam que Brown plagiou em seu romance a complexa estrutura do livro que eles escreveram há 22 anos. Na próxima semana, Brown, transformado em multimilionário com o sucesso de “O Código Da Vinci”, deve comparecer perante um tribunal londrino para prestar testemunho a favor da editora Random House. O resultado do julgamento pode ter repercussões sobre a lei de “direitos autorais” já que estabelecerá até que ponto um autor pode tomar emprestadas idéias de outro. Se o juiz der a razão aos querelantes, estes podem tentar obter um mandato judicial que afetaria tanto as vendas do livro como o próprio filme. Baigent e Leigh argumentam que o livro de Brown, uma história de conspirações e assassinatos, é baseado na teoria que eles expõem em seu próprio livro, fruto de mais de dez anos de pesquisas. Segundo os dois autores, Brown utilizou a hipótese central de seu livro: que Jesus se casou com Maria Madalena, com quem teve um filho, se criando uma linha de sangue que seria protegida ao longo dos séculos por sociedades secretas (cont.)

Times Online – February 25, 2006

By Frances Gibb and Ben Hoyle

The fate of what is expected to be this year’s biggest film is hanging on the decision of a High Court judge. The British release of The Da Vinci Code, due on May 19, could be delayed or even halted if a copyright claim by the authors of a non-fiction book, The Holy Blood and the Holy Grail, is upheld. Michael Baigent and Richard Leigh, who co-wrote the book 22 years ago, claim breach of copyright on the ground that the “architecture” or complex structure of their book — its essential theory — was plagiarised in Dan Brown’s The Da Vinci Code (cont.)

O Evangelho Copta de Judas Iscariotes

Jim Davila, em seu biblioblog PaleoJudaica.com, chama a atenção, em post de hoje, sob o título Coptic Gospel of Judas Watch, para o site The Tertullian Project, onde há uma seção sobre o Evangelho Copta de Judas (Iscariotes), texto que será publicado proximamente e que foi matéria de capa da revista Época, edição 405, de 20.02.2006.

O site The Tertullian Project é a collection of material ancient and modern about the ancient Christian Latin writer Tertullian and his writings. The pages are designed for the amateur interested in Tertullian. The Tertullian Project is edited by Roger Pearse, a freelance software consultant from Ipswich, in Suffolk, UK.

Não sendo minha área específica de estudo, nada posso dizer sobre a confiabilidade das informações. Nem do site The Tertullian Project – mas há um alerta de Jim Davila sobre questões discutidas -, nem da matéria da revista Época. De qualquer maneira, um assunto para se prestar atenção, evitando, é claro, o sensacionalismo barato que se costuma criar em torno destas descobertas.

Amigos do Livro: estudo, pesquisa e divulgação do livro e do hábito de leitura

Amigos do Livro é o portal do livro no Brasil. Um endereço para estudo, pesquisa, divulgação e promoção do livro e do hábito da leitura. Tudo nele é grátis. Você Bebê lendo livroencontra autores, editoras, livrarias e sebos, gráficas, bibliotecas, grupos literários e academias, prêmios e concursos, noticias sobre o mercado e o mundo do livro e serviços. O portal Amigos do Livro foi inaugurado, em São Paulo, no dia 6 de outubro de 2001. Vale a pena conferir.

SBL Joins the Google Books Partner Program

SBL is pleased to announce that it has joined the Google Books Partner Program, an online book marketing program designed to help publishers and authors promote their books by making available a limited number of sample pages. Using Google Book Search (formerly Google Print), SBL members will now be able to find and search the content of more than twenty titles from SBL’s current list of books. This has important potential benefits for SBL, since getting people to browse our books improves sales through all channels and because Google Book Search will make SBL titles easily available to people around the world who might not otherwise encounter them (…) SBL has also joined Amazon’s Advantage Program, which allows us to customize the information about our titles on Amazon. Now when you search for a current SBL title on Amazon, you will see a picture of the book’s cover, with information about the author, and reviews. And the title is available to ship within 24 hours (cont.)

Homenagem a Benjamim

No dia 23 de junho de 2005 faleceu, em Belo Horizonte, o meu amigo e colega biblista Benjamim Carreira de Oliveira. Hoje, oito meses após sua morte, quero prestar-lhe minha homenagem. E vou fazê-lo citando um texto muito bonito escrito por Léssio Lima Cardoso na revista Diretrizes, da Diocese de Caratinga, MG, n. 767, de agosto de 2005 e reproduzido no GS58 de novembro de 2005, nas páginas 65-67. O GS58 – Grupo Sacerdotal de 1958 – é uma publicação dirigida por Mons. Raul Motta de Oliveira, também de Caratinga. Mas vamos ao artigo.

Faleceu, em Belo Horizonte, dia 23 de junho, Pe. Benjamim Carreira de Oliveira. Dos professores do Seminário Diocesano de Caratinga que permanecem na ativa, parece-nos que, mais antigos que ele, somente Mons. Raul e Mons. Levy. Vinha à Diocese todo final de semestre para agradáveis aulas de Sagrada Escritura. Pe. Benjamim nasceu em Caeté, MG [em 11/05/1940], tinha 65 anos e estava há pelo menos 30 em Belo Horizonte, Bairro Floresta, Paróquia Nossa Senhora das Dores, sem capelas, mas com 25 mil habitantes e muitos colégios. Lecionava também na PUC-MG. “Traduziu dois livros de ‘A Bíblia de Jerusalém’. Passeava pela Bíblia toda com facilidade”, relatou a Diretrizes seu amigo, Dom Emanuel Messias de Oliveira, Bispo de Guanhães. Os dois se conheceram estudantes no início da década de 1970, em Roma. Pe. Benjamim terminou o curso bíblico em 1974. Já no Brasil, se uniram a Airton José da Silva e criaram a tradição de, a partir de 1977, reservar parte do mês de janeiro para estudar ou preparar aulas na “Casa do Padre”, na Serra da Piedade, região próxima à capital mineira. “Estudávamos cada um na sua parte de uma mesa enorme. Interrompíamos para comentários, perguntas, casos, novidades. Fazíamos caminhadas com conversas descontraídas. Saía muita piada. O Beijo (Pe. Benjamim) tinha sempre uma nova”, conta Dom Emanuel com a familiaridade que só uma longa convivência permite (…). Ao falar, Dom Emanuel ainda usa os verbos no presente como se não assimilasse por inteiro a perda. A proximidade entre os três biblistas era tamanha que Pe. Benjamim confiou-lhes as chaves da casa paroquial. “Nem avisava que estava indo. Ia direto para o meu quarto. Tinha também a chave do quarto do Beijo para ver TV e pesquisar em sua biblioteca (…). Ele lia uns quatro livros de uma vez”. Conhecia História, Língua Portuguesa, Literatura, Música, artes em geral. Gostava de astronomia, tinha um telescópio pelo qual dava para ver bem, por exemplo, as montanhas e crateras da Lua. Falava e escrevia em espanhol, italiano e francês; lia em inglês. Visitou a Palestina pelo menos duas vezes. “Foi um intelectual desperdiçado, porque não gostava de escrever”, lamenta o bispo. Pe. Benjamim se considerava numa espécie de prorrogação. “Qualquer hora estou indo”, dizia desde que teve de instalar uma válvula no coração (…) Nunca imaginava que ia passar 33 dias numa UTI. Antes de ser operado, recebeu a Unção dos Enfermos. Disse estar tranqüilo, realizado. Nunca mais se comunicou. “Falei ao ouvido dele: ‘É Dom Emanuel. Estou rezando por você’. Não fez sinal. Houve uma vez uma lágrima. Tentou outra vez abrir a boca, mas não saiu som”. Depois de duas operações, um rim parou, fez hemodiálise, o pulmão foi a 70% de secreção, fez três punções para retirar a água da pleura, fez traqueostomia, depois tiveram que tirar água do corpo, muito inchado. Dom Emanuel fez a encomendação do corpo. “A gente percebia uma piedade peculiar no altar. Pregações bíblicas, atualizadas, pé no chão. Muito simples, andou muito tempo de fusca, mesmo numa paróquia de muitos recursos. Despojado no guarda-roupa. Investia em livros. Praticamente um irmão meu”.

Até aqui o artigo.

Quero dizer que conheci Benjamim na viagem para Roma em setembro de 1970, quando, durante 14 dias, atravessamos o Atlântico e parte do Mediterrâneo no navio Augustus, rumo à Itália, onde íamos estudar. Ele ia para o Pontifício Instituto Bíblico fazer o Mestrado. Eu, com 19 anos de idade, ia para a Pontifícia Universidade Gregoriana fazer a graduação em Teologia e, em seguida, o Mestrado em Bíblia. Emanuel (hoje, o Dom), já fora meu colega, um ano adiantado, em Mariana. Estava na Teologia da Gregoriana, em Roma, desde 1969 e, iria, também, em seguida, para o Mestrado no Bíblico. Emanuel nos esperava no porto de Nápolis, com enorme alegria. De lá nos dirigimos a Roma, para o Colégio Pio Brasileiro, onde iríamos morar. Benjamim ficou quatro anos, Emanuel e eu ficamos seis anos. Dos três, fui o último a retornar ao Brasil no final de 1976.

Fiquei dias na casa do Benjamim, na Floresta, em Belo Horizonte. Foi ele que nos levou até o Asilo São Luiz – apesar do nome, um orfanato – das Irmãs Auxiliares de N. S. da Piedade, pertinho de Caeté, onde, como se disse, desde 1977, passamos a nos encontrar para estudar Bíblia nas férias. Primeiro em janeiro. Depois em janeiro e julho. Irmã Genoveva cuidava da gente.

Foi com Benjamim – e Ivo Storniolo, que também estava cursando o Bíblico – que aprendi a gostar da Bíblia. E foi Benjamim quem me apresentou às músicas de Chico Buarque e ao violão. O violão anda encostado, mas nunca mais deixei de ouvir Chico.

Na manhã em que Benjamim se foi, ao ser avisado por telefone, liguei para o Emanuel. Ele me disse: “Perdemos um irmão”. Concordei. Palavras tristes, palavras certas.

Quando uma lingua morre, uma visão de mundo desaparece

Na semana passada, quando examinávamos na aula de História de Israel um quadro das línguas semíticas, um aluno me perguntou: quantas línguas existem no mundo? Eu não sabia ao certo, mas disse que deveria ser em torno de seis mil línguas.

Eu não estava tão desinformado. Mas estava bem desinformado sobre o que vem noticiado abaixo e que me chama a atenção, com preocupação: mais da metade dos seis mil idiomas do planeta ameaça desaparecer ainda neste século.

Outro dado para se pensar: na Internet, 72% do conteúdo está em inglês, seguido do alemão, com 7%, e do espanhol, francês e japonês, com 3%. Quer dizer, as outras línguas ocupam, quando ocupam, uma percentagem muito pequena neste ranking, já que 90% das línguas não estão na Internet.

Que posição ocupará o português nesta lista?

Folha Online: 21/02/2006 – 15h57

da France Presse, em Paris

O totonac do México ou o so da África fazem parte dos seis mil idiomas do planeta ameaçados de desaparecer no século 21, advertiu nesta terça-feira a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Ciência, a Educação e a Cultura) na celebração do Dia Internacional da Língua Materna. Na sexta edição deste dia internacional, o diretor-geral da organização, Koichiro Matsuura, destacou que a língua está profundamente ligada à identidade das pessoas. “Quando uma língua morre, uma visão de mundo desaparece”, afirmou, lembrando que se deve lamentar o desaparecimento de um registro idiomático específico a cada duas semanas. “As línguas não podem desaparecer sob o peso de outras. Têm de ser meios de expressão que vivam e atuem junto às grandes línguas da Terra”, acrescentou Musa Bin Jaafar Bin Hassan, presidente da Conferência Geral da Unesco. Mas os encarregados reconheceram a dificuldade de enfrentar a globalização atual, que situa o inglês numa posição dominante. Só na internet, 72% do conteúdo está em inglês, seguido do alemão, com 7%, e do espanhol, francês e japonês, com 3%. No entanto, 90% das seis mil línguas do mundo não estão representadas na internet e 20% delas não têm sequer uma transcrição escrita, segundo a Unesco (continua).



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Língua portuguesa: perspectivas para o século XXI (1)
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Israel Finkelstein e The Bible Unearthed mais uma vez em debate

Volta e meia especialistas e até mesmo curiosos retomam a discussão sobre as hipóteses de Finkelstein a respeito da história de Israel no livro The Bible Unearthed – na tradução brasileira com o título A Bíblia não tinha razão (escrito com Neil Asher Silberman).

Veja a mais recente, que apareceu ontem na lista de discussão ANE-2, com o assunto The Bible Unearthed. No decorrer da discussão aparecem citações de resenhas da obra, indicações de pesquisas de outros arqueólogos e suas publicações e muito mais. Bastante útil para quem quer saber como andam as discussões acadêmicas sobre a História de Israel.

Se o leitor não participa da lista ANE-2, basta clicar aqui e acompanhar a discussão com o “assunto” The Bible Unearthed a partir de 18 de fevereiro de 2006.

Para saber mais sobre o livro de Finkelstein/Silberman, consulte a Ayrton’s Biblical Page para uma resenha aqui. Sem nos esquecermos de que estes dois premiados autores lançaram, no começo de fevereiro, mais um livro que certamente estará sendo muito debatido, pois é sobre Davi e Salomão. Veja aqui.

Ministro italiano defendeu uma cruzada cristã contra o islã e renunciou

O número 313 da Revista Internacional de Teologia Concilium, quinto fascículo de 2005, traz como título Islã e Iluminismo: novas questões. E tratar deste tema neste momento é extremamente oportuno, pois o conflito gerado pelas charges publicadas pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten continua, embora a revista tenha sido finalizada antes disso e nem fale do assunto. Todo o número está muito marcado pelos conflitos ocorridos na Holanda a partir de 2002.

Mas veja uma das notícias de hoje, 18 de fevereiro de 2006, na Folha Online: Ministro que usou camiseta estampada com charge renuncia na Itália.

O ministro italiano das Reformas, Roberto Calderoli, anunciou sua renúncia neste sábado depois de ter sido responsabilizado pela invasão do consulado italiano em Benghazi (Líbia), ontem, devido a suas provocações contra o islã (…) A renúncia acontece um dia após um violento ataque ao Consulado da Itália em Benghazi, na Líbia, que deixou 11 mortos e suscitou críticas a Calderoli, considerado responsável pela agressão por suas declarações antiislâmicas. Boa parte do mundo político italiano e da imprensa local aponta a decisão do ministro de vestir uma camiseta estampada com uma das polêmicas charges do profeta Muhammad como pretexto para o protesto. Calderoli disse que seu objetivo com a atitude foi “reivindicar a liberdade de expressão”. Famoso por declarações racistas e xenófobas, Calderoli mostrou a camiseta na quarta-feira (15) durante uma entrevista na televisão pública italiana “RAI” e foi criticado pelos partidos governistas e da oposição (…) Em entrevista concedida semana passada ao jornal “La Repubblica”, o ministro defendeu uma “cruzada cristã” contra o islã e acusou os muçulmanos de manterem “um ódio louco”.

Pois a revista Concilium, em seu editorial, assinado por Erik Borgman e Pim Valkenberg, diz o seguinte:

Existe uma pretensa defesa religiosa dos valores cristãos contra o Islã, representada pelo presidente George Bush. Mas o novo fenômeno é a polêmica contra o islã e a forma como ele está atualmente sendo julgado em termos de Iluminismo liberal, e esta polêmica está deixando muito a desejar.

Na primeira parte do fascículo, Concilium se pergunta o que aconteceu com a maneira de o Ocidente abordar o islã e os muçulmanos e por quê.

Contrapor uma modernidade ocidental livre, pacífica e secularizada a um retrógado islã tirânico, violento e religioso é uma grave deturpação da realidade. Isso não apenas mascara a violência da modernidade ocidental e suas perturbadoras conseqüências em âmbito mundial, mas também marginaliza a pluralidade e as intensas discussões que ocorrem no interior do islã.

A segunda parte do fascículo apresenta novas manifestações geralmente não conhecidas que existem no seio da tradição islâmica, como as interpretações femininas e feministas do Alcorão, explicam os editores.

Enquanto revista, Concilium dedica-se à idéia de que as tradições religiosas são importantes, porque podem apresentar visões fecundas e libertadoras sobre a condição humana e o mundo, sobre o que pode significar a libertação e como alcançá-la. Um ponto importante deste fascículo é mostrar o islã como uma tradição religiosa importante neste sentido, deixando claro que os teólogos cristãos deveriam intensificar o diálogo com ele, não obstante o atual clima e sem negar os vários problemas com que [nos] deparamos.

A terceira parte traz importante texto de Hans Küng, que publicou, recentemente, elogiado livro sobre o islã, e Pim Valkenberg analisa em que sentido os conceitos de judaísmo, cristianismo e islã enquanto “religiões abraâmicas” ainda têm futuro. Entre outros artigos nesta terceira parte, Concilium traz um documentário no qual Theodore Gabriel faz um confronto entre a maneira como o islã e os muçulmanos são apresentados na mídia e a maneira como os muçulmanos se compreendem a si mesmos…

ANE-2: uma lista de discussão sobre o antigo Oriente Médio

Com o fechamento da lista de discussão ANE, centenas de pesquisadores estão migrando para a recém-criada lista ANE-2. Acabo de me inscrever. Veja abaixo a descrição oficial da lista, fundada no dia 14 de fevereiro de 2006.

A successor to the Ancient Near East Discussion List originally hosted by the Oriental Institute at the University of Chicago. ANE-2 is a moderated academic discussion list that focuses on topics and issues of interest in Ancient Near Eastern Studies, from the Indus to the Nile, and from the beginnings of human habitation to the rise of Islam. It is intended to provide a forum for the exchange of ideas on these topics between and among scholars and students actively engaged in research and study of the Ancient Near East. Active (on-list) participation in ANE-2 assumes an informed knowledge of the ancient Near East and adherence to List Protocols. The act of subscribing to the list signifies the agreement of the subscriber to follow these protocols and to accept the adjudications of the Moderators. ANE-2 is international in scope. Listmembers should expect to be able to read postings in English, French and German. Participants are free to post in any of these languages, and, upon occasion, in other languages used in the study of the Ancient Near East.

 

Sobre a interrupção do serviço Yahoo! Groups em 2019

O Yahoo! vai desativar o seu serviço de grupos, o Yahoo! Groups, e deletar todo o conteúdo dos arquivos. Uma verdadeira relíquia da internet, o Yahoo! Groups foi um precursor de fóruns temáticos como o Reddit, que trazem espaços para discussões sobre todo tipo de assunto. A desativação e apagamento do Yahoo! Groups vai valer a partir do dia 14 dezembro de 2019. Depois dessa data, será possível navegar pela lista de grupos, mas não acessar os seus conteúdos.

 

Starting December 14, 2019 Yahoo Groups will no longer host user created content on its sites. New content can no longer be uploaded after October 28, 2019. Sending/Receiving email functionality is not going away, you can continue to communicate via any email client with your group members.

 

Yahoo Groups closing

chuckjones2000 – Oct 18 9:26 AM

Because Yahoo is ending its groups function, ANE-2 will cease to function on October 28th 2019:

https://news.yahoo.com/2019-10-16-yahoo-groups-to-shut-down.html

The moderators are considering options.

-Chuck-