História de Israel 30

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10.6. Aristóbulo II e a intervenção de Pompeu

Mal morre a mãe Salomé Alexandra, o conflito explode entre os dois irmãos, Hircano II e Aristóbulo II. Sendo o mais velho e, desde algum tempo, sumo sacerdote, à morte de Salomé Alexandra, Hircano II assume o posto de rei. Mas Aristóbulo II não concorda, acontece a guerra entre os dois irmãos e, próximo a Jericó, Aristóbulo vence Hircano. Este ainda se refugia em Jerusalém, mas é obrigado a render-se ao irmão que possui forças superiores.

Um acordo é feito entre eles: Hircano volta à vida privada, enquanto Aristóbulo II torna-se rei e sumo sacerdote dos judeus.

Eis a narrativa de Flávio Josefo:

“Os dois irmãos travaram batalha para decidir, pelas armas, aquela grave divergência. A maior parte das tropas de Hircano deixou-o para passar para o lado de Aristóbulo; ele fugiu com o resto para a fortaleza Antônia, onde a mulher e os filhos de Aristóbulo se encontravam e assim o salvaram de uma ruína completa. Tendo nas mãos reféns tão preciosos, ele negociou com seu irmão sem esperar chegar ao último extremo (…) Esse acordo se fez no Templo em presença de todo o povo. Os dois irmãos abraçaram-se com demonstrações de afeto”[39].

Quando tudo parece resolvido, entra um complicador na história. Seu nome: Antípater. Sua nacionalidade: idumeu. É o pai do futuro e famoso Herodes Magno, que se tornará rei dos judeus de 37 a 4 a.C.

Há grande controvérsia quanto à identidade de Antípater. Flávio Josefo, citando Nicolau de Damasco, diz que Antípater seria um dos judeus descendentes dos exilados babilônicos. Mas Josefo mesmo considera falsa esta informação.

É a seguinte a informação de Flávio Josefo:

“Nicolau de Damasco fá-lo descender de uma das principais famílias de judeus que vieram da Babilônia para a Judeia, mas ele o diz em favor de Herodes, seu filho, que a fortuna elevou depois ao trono de nossos reis, como veremos a seu tempo”[40].

Nicolau de Damasco é um historiador nascido, por volta de 64 a.C., em Damasco, de uma família importante, pois sabe-se que seu pai exerce altas funções políticas na cidade. Nicolau torna-se, em 14 a.C., amigo e conselheiro de Herodes Magno. Além de escritor prolífico, Nicolau é também retor e diplomata, representando Herodes em negociações decisivas. A partir desta sua ligação com Herodes Magno, um idumeu que se torna rei dos judeus, compreende-se sua colocação a respeito de Antípater[41] .

Flávio Josefo acredita que Antípater seja mesmo um idumeu, de origem nobre:

“Ele era idumeu e o mais poderoso de sua nação, quer pela sua descendência, quer pelas suas riquezas e por seu próprio mérito”[42] .

Há outras notícias sobre este personagem. Segundo Eusébio de Cesareia, citando Júlio Africano, Antípater é da cidade de Ascalon, mas acaba sendo criado entre os idumeus, o que confirma a opinião de Josefo a respeito de sua nacionalidade, embora divirja quanto a outros dados.

Diz Eusébio:

“Salteadores idumeus chegaram de surpresa a Ascalon, cidade da Palestina, e levaram da capela de Apolo, construída perto da muralha, o pequeno Antípater, filho de um hieródulo, Herodes, com o resto dos despojos, e o mantiveram preso. Como o sacerdote não podia pagar o resgate pelo filho, Antípater foi educado segundo os costumes idumeus e, mais tarde, Hircano, sumo sacerdote da Judeia, interessou-se por ele”[43].

Ainda segundo Flávio Josefo, Antípater é, na época do conflito entre Hircano e Aristóbulo, o estratego (= governador militar) da Idumeia, como o fora seu pai, também de nome Antípater, este nomeado para o posto por Alexandre Janeu[44].

E isto explicaria a sua interferência nos negócios judaicos: para a família de Antípater, que vem construindo seu poder através de alianças e amizades com árabes, ascalonitas e gazenses, o ambicioso Aristóbulo II representa real perigo, enquanto o fraco Hircano II poderá ser mais facilmente manobrado. É então que Antípater se posiciona politicamente do lado de Hircano II e começa a manobrar para que este reconquiste o poder. Segundo Flávio Josefo, Antípater procura influenciar os judeus mais ilustres, lembrando-lhes que Aristóbulo é um usurpador do trono que pertence a Hircano, por ser o mais velho[45].

Além destes “judeus ilustres”, Antípater procura convencer o próprio Hircano II de que deve lutar pelo poder e consegue, através de presentes, o apoio do rei nabateu Aretas para o projeto.

Hircano II sai de Jerusalém, junta-se a Aretas em Petra, e negocia com ele a retomada do poder: Aretas baterá Aristóbulo II e, em troca, Hircano lhe devolverá as 12 cidades da Transjordânia que Alexandre Janeu lhe tomara. E é de fato o que acontece. Aretas vence Aristóbulo, que se refugia no Templo com poucos seguidores, onde fica assediado por Hircano e Aretas. Agora a maior parte do exército que antes passara de Hircano a Aristóbulo na primeira batalha, faz o caminho inverso: passa de Aristóbulo a Hircano.

Estes acontecimentos nos levam a pensar que nestes confrontos há pelo menos dois fatores importantes. Em primeiro lugar, o exército macabeu é baseado em tropas mercenárias e não em judeus partidários, quer seja dos saduceus, quer seja dos fariseus. Estão facilmente passando para o lado do vencedor, pois este pode pagar mais. Em segundo lugar, parece que o conflito não se explica mais apenas pela luta entre fariseus e saduceus. Há outros judeus poderosos e ricos, associados a Antípater que entram no jogo político.

Esta é a opinião de P. Sacchi, quando diz: “Antípater (…) não se dirige aos fariseus para reempossar o sacerdote legítimo, mas se dirige a homens ‘poderosos em Israel’ (…) Poder-se-ia dizer que ao lado de uma nobreza essencialmente guerreira, ligada por tradição ao rei e à posse da terra, estava se formando uma nova classe de ricos, distanciados tanto dos nobres saduceus como da burguesia farisaica”[46].

É o antigo e irreversível mecanismo de helenização que continua em movimento. E agora com mais um detalhe: os governantes macabeus estão jogando também segundo as mesmas regras. Cada vez mais a aristocracia se emancipa da hierocracia e se constitui em poderosa força econômica e política. Porém, será sob o governo de Herodes Magno (37-4 a.C.), filho de Antípater, que se criará um poder totalmente independente das tradições judaicas, baseado nesta aristocracia economicamente muito bem situada e etnicamente indiferente[47].

Como se não bastassem as complicações locais, Roma reaparece no cenário político da Palestina. E, desta vez, vem para ficar.

Uma primeira constatação a ser feita: a decadência das monarquias helenísticas, criadas após a morte de Alexandre Magno pelos Diádocos, especialmente a dos Ptolomeus e a dos Selêucidas, leva à ascensão de novas potências regionais, principalmente no antigo reino dos Selêucidas, que é multinacional, pois agrupa etnias e Estados variados que vão do sul da Palestina às fronteiras da Índia. Sua fragmentação deixa um vazio político enorme, que será preenchido, no século I a.C., por outros poderes.

Um dos povos a participar desse jogo: os árabes nabateus, povo nômade do sul do Mar Morto – capital Petra – que se expande em direção norte, na Transjordânia, chegando a tomar Damasco dos Selêucidas em 87 a.C. Acabamos de ver sua interferência nos negócios judaicos[48].

Os partos, povo de origem incerta, que ocupam um território no interior do reino selêucida durante o século III a.C., acabam conquistando a Mesopotâmia e tornando-se a mais significativa potência além do Eufrates[49].

Neste mesmo século I a.C. acontece a ascensão da Armênia, comandada por Tigranes, que reina também sobre a Síria a partir de 83 a.C.

Finalmente, o mais empreendedor dos novos reinos: o Ponto, governado por Mitridates VI Eupator, que acaba dominando a Paflagônia, o Bósforo Cimeriano, a Cólquida, a Armênia Menor, além de se aliar aos piratas da Cilícia, criando sérios embaraços para os interesses romanos na região[50].

Por outro lado, o enfraquecimento dos grandes reinos helenísticos se faz acompanhar – e um fato está ligado ao outro – do fortalecimento de Roma, que se torna senhora da Sicília em 241 a.C., da Sardenha e Córsega em 231 a.C., de parte da Espanha em 197 a.C., de Cartago em 146 a.C., da Macedônia e da Grécia também em 146 a.C. e de Pérgamo, na Ásia – doado por seu rei Átalo, em testamento, ao Senado romano, em 133 a.C., criando Roma a província da Ásia em 129 a.C.

Acontece, porém, que toda esta expansão de Roma provoca profundas transformações em sua estrutura social. Há um enfraquecimento do Senado e Roma vive permanentemente em conflito desde as tentativas de reforma dos Gracos (134 a.C.) até o estabelecimento do Império (30 a.C.).

As ameaças orientais à hegemonia romana crescem em consequência do esfacelamento dos Selêucidas e de sua “ausência” da região em função dos conflitos internos. A pirataria no Mediterrâneo oriental, baseada na Cilícia torna-se fortíssima e se alia a Mitridates VI que, em 88 a.C., massacra cerca de 80 mil italianos na província romana da Ásia, onde é acolhido como libertador pelas cidades da região. É que os impostos da região são cobrados pelos publicanos, da ordem dos cavaleiros, e suas arbitrariedades são tão grandes que as populações locais sentem-se escravizadas.

Ainda em 88 a.C. Mitridates VI toma a Grécia. Sula, que vem combatê-lo, retoma Atenas em 86 a.C. e negocia uma paz em 85 a.C. que nada resolve. Por volta de 80 a.C. Roma cria a província da Cilícia, na verdade uma base de operações militares na Panfília e na Lícia, mas não alcança qualquer resultado na luta contra os piratas.

A situação se complica ainda mais quando Nicomedes, rei da Bitínia, ao morrer, deixa seu reino para Roma e Mitridates VI o invade. Lúculo, que comanda as forças romanas na Cilícia contra-ataca, vence e expulsa Mitridates VI, que se refugia na Armênia junto a seu genro Tigranes. Este por sua vez é vencido por Lúculo e obrigado a deixar a Síria, que controla. Mas Mitridates VI retorna ao Ponto, porque, graças a intrigas de seus adversários em Roma, Lúculo cai em desgraça e vê seus poderes lhe serem retirados um a um pelo Senado.

É então que Pompeu entra em cena. Gnaeus Pompeius nasce em 106 a.C. de uma família rica. Combate Mário, ajuda Sula, vence Sertório na Espanha e elimina os últimos escravos do grupo de Espártaco. É eleito cônsul no ano 70 a.C., ao mesmo tempo que Crasso.

Nos anos 69 e 68 a.C. os piratas atacam com força, chegando até mesmo ao porto de Óstia, na foz do Tibre, a cerca de 20 km de Roma. É então que o Senado dá um comando extraordinário a Pompeu, o imperium, para combatê-los. É janeiro de 67 a.C., mesmo ano da morte de Salomé Alexandra e do começo do conflito entre Hircano II e Aristóbulo II em Jerusalém.

O poder de Pompeu é extraordinário. Ele tem o imperium sobre o mar e o litoral, até 75 km para o interior, com autoridade acima dos governadores locais; ele tem direito de recrutar seus legados – o que é prerrogativa do Senado -, tem a ordem de equipar 500 navios e de requisitar suprimentos onde e quando necessitar[51].

O que faz Pompeu? Ataca com perícia e rapidez os piratas e os vence em 67 a.C., fazendo crescer notavelmente sua popularidade em Roma. Conquista o Ponto no verão de 66 a.C. Neste e no ano seguinte submete a Armênia: Tigranes continua no poder, só que agora aliado a Roma e despojado de todas as suas conquistas na Síria, na Fenícia e na Cilícia. Em seguida, Pompeu organiza a Ásia Menor, onde todos agora são aliados de Roma.

Em 64 a.C. Pompeu ocupa o que resta do reino selêucida e cria a província da Síria. As razões para esta criação parecem vir de dois lados: a segurança da região, ameaçada pelos partos de um lado e pela pirataria de outro, parece ser uma das razões. Mas a outra é econômica: Pompeu restabelece no Oriente – e expande extraordinariamente – os interesses dos publicanos que cobram o tributo dos povos dominados. Pode-se perceber que a aristocracia romana, que dá poderes tão extraordinários a Pompeu, e que é a maior beneficiária da tributação imposta aos conquistados, não é tão alheia assim à criação de novas províncias[52].

E, finalmente, Pompeu interfere na Judeia. 

Hircano II e Aristóbulo II, em luta pelo poder, levam o seu caso ao poderoso romano. Pompeu ordena que se levante o cerco a Jerusalém, mas apoia Hircano II. Aristóbulo II refugia-se no Templo com seus adeptos, entre eles muitos sacerdotes. Assediado, o Templo é tomado por Pompeu e cerca de 1.200 judeus são mortos pelos romanos. Aristóbulo e seu filho Antígono são levados presos para Roma.

Por que controlar os judeus? Amigos dos judeus desde a época do conflito dos Macabeus com os Selêucidas no século II a.C., agora, com a criação da província da Síria, o expansionismo macabaico torna-se um risco para os romanos. E na Transjordânia estão os perigosos nabateus. É provável que Pompeu apoie Hircano II exatamente por isso: é o mais fraco e o menos ambicioso dos dois irmãos Macabeus.

Hircano II é reconduzido ao sumo sacerdócio. E a Judeia fica sob a jurisdição do legado romano na Síria, Emílio Escauro. Perde os territórios não judeus, conservando apenas a Judeia, a Galileia, a Pereia (território “além do Jordão”, em grego, perán tou Iordánou), o sul da Samaria e o norte da Idumeia. O idumeu Antípater torna-se uma espécie de ministro de Hircano II e controla, de fato, os negócios judaicos, trabalhando para os romanos. A Judeia paga os tributos a Roma, recolhidos por uma sociedade de publicanos sediada em Sídon.

No outono de 63 a.C., quando toma o Templo, Pompeu entra com seu estado maior no Santo dos Santos, o mais sagrado espaço dos judeus, acessível apenas ao sumo sacerdote. Este gesto marca definitivamente o domínio de Roma sobre a terra de Israel e o povo de Iahweh. Os Salmos de Salomão, escrito judaico de tendência farisaica situado entre 63 e 40 a.C., assim avaliam o gesto de Pompeu:

“Cheio de orgulho, o pecador destruiu com seu aríete as sólidas muralhas,

e Tu não o impedistes.

Povos estrangeiros subiram ao teu altar,

pisotearam-no orgulhosamente com suas sandálias.

Porque os filhos de Jerusalém mancharam o culto do Senhor

profanaram com suas impurezas as oferendas à divindade.

Por isso disse Deus: afastai-as de mim;

nelas não me comprazo.

A beleza de sua glória nada significou diante de Deus,

Ele as desprezou totalmente.

Seus filhos e filhas sofrem rigorosa escravidão,

seu pescoço está marcado, marcado entre os gentios.

Deus os tratou de acordo com seus pecados,

por isso os entregou nas mãos dos vencedores”[53].

 

Bibliografia

AUTORES CLÁSSICOS: recomendo The Perseus Collections, The Perseus CatalogLacusCurtius e Loeb Classical Library.

GRABBE, L. L. Judaism from Cyrus to Hadrian. I. Persian and Greek Periods; II. Roman Period. Minneapolis: Augsburg Fortress, 1992 & London: SCM Press, 1994. 

JOSEFO, F. História dos Hebreus: Obra Completa. 5. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2007.

KIPPENBERG, H. G. Religião e formação de classes na antiga Judeia: estudo sociorreligioso sobre a relação entre tradição e evolução social. São Paulo: Paulus, 1997. Há um resumo no Observatório Bíblico.

PRÉAUX, C. Le Monde hellénistique. La Gréce et l’Orient (323-146 av. J.-C.) I-II. 4. ed. Paris: Presses Universitaires de France, 2002- 2003.

SAULNIER, C. Histoire d’Israel III. De la conquête d’Alexandre à la destruction du temple (331 a.C.-135 a.D.). Paris: Du Cerf, 1985.

SCHÜRER, E. Storia del popolo giudaico al tempo di Gesù Cristo (175 a.C.-135 d.C.) I. Brescia: Paideia, 2009.

SCHÜRER, E. The History of the Jewish People in the Age of Jesus Christ II. Edinburgh: Bloomsbury T & T Clark, 1986.

STERN, M. Greek and Latin Authors on Jews and Judaism I. Jerusalem: The Israel Academy of Sciences and Humanities, 1976.

THACKERAY, H. St. J.;MARCUS, R.; WIKGREN, A.; FELDMAN, L. H. Josephus I-XIII. Cambridge: Harvard University Press, 1926-1965. Texto disponível online.

WILL, E. Histoire politique du monde hellénistique (323-30 av. J.-C). 3. ed. Paris: Seuil, 2003.

>> Bibliografia atualizada em 07.10.2015

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[39]. JOSEFO, F. Bellum Iudaicum I, 120-122; cf., também, Idem, Antiquitates Iudaicae XIV, 1-7.[40]. JOSEFO, F. Antiquitates Iudaicae XIV, 9.

[41]. Cf. STERN, M. Greek and Latin Authors on Jews and Judaism I, p. 227-260; SCHÜRER, E. Storia del popolo giudaico al tempo di Gesù Cristo I, p. 56-62.

[42]. JOSEFO, F. Bellum Iudaicum I, 123.

[43]. EUSÉBIO, Historia Ecclesiastica I, VII, 11. Eusébio vive entre 263 e 339 d.C. e é bispo de Cesareia, na Palestina. Escreve uma importante “História Eclesiástica”, em 10 livros. Sobre a origem de Antípater, cf. também SCHÜRER, E. Storia del popolo giudaico al tempo di Gesù Cristo I, p. 300-301, nota 3.

[44]. Cf. JOSEFO, F. Antiquitates Iudaicae XIV, 10.

[45]. Cf. Idem, ibidem XIV, 11.

[46]. SACCHI, P. Storia del mondo giudaico, p. 125.

[47]. Cf. KIPPENBERG, H. G. Religião e formação de classes na antiga Judeia, p. 109-116, que faz excelente análise deste processo na época de Herodes Magno.

[48]. Cf. WILL, E. Histoire politique du monde hellénistique II, p. 450-452. 

[49]. Sobre a incerta origem dos partos, cf. Idem, Histoire politique du monde hellénistique I, p. 301-308.

[50]. Mitridates VI nasce de uma família helenizada e governa o Ponto de 112 a 63 a.C. O reino do Ponto fica no noroeste da Ásia Menor, junto ao mar Negro, do qual deriva seu nome: a região está en pôntoi, “junto ao mar”. Cf. HARVEY, P. Dicionário Oxford de literatura clássica grega e latina, verbetes Mitridates e Pontos.

[51]. Para ver a estrutura romana de poder cf. SAULNIER, C. Histoire d’Israel III, p. 481-484.

[52]. Cf. WILL, E. Histoire politique du monde hellénistique II, p. 509-512; KIPPENBERG, H. G., Religião e formação de classes na antiga Judeia, p. 103-105.

[53]. SALMOS DE SALOMÃO 2,1-7. Cf. o texto em DIEZ MACHO, A. Apócrifos del Antiguo Testamento III. Cristiandad: Madrid 1982, p. 24.

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