História de Israel 11

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2.4.2. Nomadismo interno

Defensores do nomadismo interno são C. H. J. de Geus, Volkmar Fritz e Israel Finkelstein[22]. Embora admitindo a continuidade entre israelitas e cananeus, estes especialistas defendem uma origem pastoril para os primeiros.

C. H. J. de Geus, antigo defensor das teorias de Mendenhall e Gottwald, propõe que os israelitas eram etnicamente unidos, morando nas montanhas e usando categorias tribais. Eles seriam os hapiru das cartas de Tell el-Amarna, vivendo nas áreas intermediárias entre as cidades e com elas interagindo, experimentando, por isso, uma ‘simbiose cultural’. Eles estavam na região há séculos e pertenciam à cultura amorita siro-palestina do Bronze Médio. Quando as cidades sofreram um colapso eles expandiram seu controle.

Volkmar Fritz, antes defensor da ideia de infiltração pacífica de Albrecht Alt, ao escavar no norte do Negev, percebe que a cultura israelita viveu um longo período em contato com a cultura cananeia e deslocou um pouco sua perspectiva. A casa israelita de quatro cômodos significa uma evolução da arquitetura cananeia e a sua familiaridade com a criação de animais domésticos e seus trabalhos em metal e cerâmica mostram que eles não eram verdadeiros nômades, mas que estavam em contato comercial com as culturas das cidades da região. Para Fritz, porém, a arquitetura diferenciada dos povoados israelitas nas montanhas mostra que eles não saíram simplesmente das cidades das planícies, mas que foram proto-israelitas, que, vindos de fora, antes de se sedentarizarem, entraram em contato simbiótico com as culturas citadinas. Ou seja: eles estavam culturalmente próximos dos cananeus, mas eram etnicamente diferentes e trouxeram consigo suas próprias estruturas sociais e sua cultura material. Eles seriam os hapiru ou os shasu dos textos egípcios, que eventualmente deram origem a Israel, Moab e Edom.

Israel Finkelstein é o principal defensor da ideia do ‘nomadismo interno’. Talvez resumindo excessivamente seu matizado pensamento, eu diria que, para Finkelstein, os israelitas eram ‘nômades internos’, gente que vivia na Palestina, por toda a Idade do Bronze, na proximidade das cidades. Com o declínio destas, estes pastores se dedicaram também à agricultura para conseguir cereais e outros alimentos não mais oferecidos pelas cidades. Eles teriam se assentado em grande número na região montanhosa de Efraim e, a partir dali, se espalhado, como defendia Alt, para o norte e para o sul da região. O aumento populacional posterior colocou-os em conflito com populações das planícies até que se chegou à unificação davídica.

 

2.4.3. Transição ou transformação pacífica

Entre os proponentes de uma transição ou transformação pacífica se destacam o já citado Niels Peter Lemche e mais: William Stiebing, R. Drews, Robert Coote & Keith Whitelam e Rainer Albertz[23].

Niels Peter Lemche, um dos mais brilhantes ‘minimalistas’ da Escola de Copenhague, acredita que muito pouco pode ser dito das origens de Israel antes do século X a.C. a não ser a percepção de um processo gradual de aumento da população nas montanhas da Palestina. Lemche, assim como outros minimalistas, questiona o uso da Bíblia Hebraica na reconstrução da História de Israel, já que esta é um produto pós-exílico, possivelmente da época helenística. Na verdade, diz Lemche, não há época patriarcal, êxodo, juízes, monarquia unida… Lemche expõe a sua visão no livro de 1998, The Israelites in History and Tradition, p. 74, ao mesmo tempo que procura superá-la com uma nova proposta nas páginas 75-77.

Lemche, The Israelites in History and TraditionDiz Lemche que o modelo ‘evolucionário’ por ele defendido na obra de 1988, Ancient Israel: A New History of Israelite Society pressupõe que o aumento dos assentamentos tenha sido uma consequência natural da deterioração das condições de vida das cidades da Palestina durante a última parte do Bronze Recente, até cerca de 1200 a.C. Segundo esta explicação, diferenças étnicas só apareceram com o passar do tempo, motivadas por interesses econômicos, políticos, regionais e religiosos diferentes, levando os habitantes dos povoados a se agrupar em grupos de parentesco, linhagens e, no final do processo, em tribos.

Mas Lemche vê problemas nesta proposta, pois ela pressupõe um vazio de poder egípcio na região e a consequente decadência das cidades, provocada pela perda das rendas do comércio internacional, no conturbado enfrentamento de grandes potências no século XIII a.C. Entretanto, o que hoje se sabe é que a ausência egípcia na região não coincide com o aparecimento dos povoados na região montanhosa da Palestina. Daí, que o afastamento desta população, saindo das cidades, pode ter sido causado não pela ausência, mas pelo aumento da pressão egípcia sobre as mesmas, em sua exigência de mais tributos e mais trabalho forçado. Assim o Egito compensava as perdas do comércio internacional.

Mas esta proposta não inclui a participação dos nômades na formação desta nova sociedade, e a presença de elementos nômades nestes assentamentos deve ser considerada. Então, por que não creditar à política egípcia o processo de criação de assentamentos sem fortificações, por um lado, e por outro, a fixação dos migrantes, consolidando o poder do império na região? Pois, deste modo, o Egito transferia parte da população de cidades, agora improdutivas, para novas regiões e garantia os seus rendimentos na região.

William Stiebing, por outro lado, coloca as mudanças climáticas ocorridas na região do Mediterrâneo entre 1250 e 1200 a.C. como fator fundamental para explicar o declínio da cultura urbana da Grécia Micénica à Palestina. Afugentados pela seca, os sobreviventes da fome que se abateu sobre as cidades foram para as montanhas. Condições climáticas mais favoráveis por volta do ano 1000 a.C. possibilitaram o aumento desta população e à criação do Estado. Israel, portanto, surgiu não pelo simples deslocamento de determinados grupos, mas pelo crescimento populacional tornado possível pelas condições climáticas favoráveis à agricultura.

Robert Drews defende que os ‘povos do mar’ que invadem a região não eram simples migrantes, mas mercenários treinados e com armamento superior ao dos exércitos locais. Daí o massacre das cidades e o aumento populacional dos habitantes das montanhas, com mudanças, inclusive, em seu comportamento ético, agora mais igualitário. Ele dá pouca importância aos fatores climáticos na explicação dos acontecimentos.

Robert Coote & Keith Whitelam veem as origens de Israel como parte de um processo de integração milenar entre as regiões das cidades e as regiões das montanhas. Processo que pode ser chamado de ‘realinhamento’ ou ‘transformação’, pois nos períodos de prosperidade as regiões das montanhas providenciavam recursos para as cidades dos vales, enquanto que nos momentos das crises elas absorviam as populações que deixavam tais cidades. No surgimento de Israel o colapso do comércio foi o fator mais significativo, segundo estes autores, pois colocou em crise a sobrevivência das cidades e exigiu dos povoados das montanhas uma forma mais eficaz de colaboração e cooperação para a sobrevivência, levando a um aumento populacional significativo. Com o desenvolvimento destas regiões o comércio foi recuperado, promovendo mais tarde o aparecimento do Estado.

Rainer Albertz faz uma espécie de síntese de várias escolas, indo de Albright a Lemche, não propondo uma teoria específica. Albertz fala de  ‘digressão’, processo pelo qual o colapso do comércio internacional forçou os habitantes das cidades a se deslocarem para os povoados das montanhas e aí se desenvolverem. Para tais comunidades o grupo do êxodo trouxe as ideias do deus Iahweh.

 

2.4.4. Amálgama pacífico

Finalmente, a ideia de um amálgama pacífico de diferentes grupos nas regiões montanhosas da Palestina para explicar as origens de Israel tem como defensores especialistas como Baruch Halpern, William Dever, Thomas Thompson e Donald Redford. A opinião de R. K. Gnuse, que aqui se alinha, é de que este grupo de pesquisadores prevalecerá sobre os outros, por considerar melhor os pressupostos teóricos do debate atual[24].

Baruch Halpern foi um dos primeiros a descrever o processo de assentamento como uma complexa interação de diferentes grupos nas montanhas: poucos habitantes dos vales, muitos habitantes da região montanhosa, um grupo vindo do Egito com a experiência do êxodo, grupos vindos da Síria… O grupo do Egito trouxe Iahweh, enquanto o grupo sírio, de agricultores despossuídos, trouxe a circuncisão e a proibição da criação do porco e criou o nome ‘Israel’ no século XIII a.C. Todos estes grupos foram reunidos pela necessidade de manter rotas de comércio abertas com a ausência do Egito na região. Progressivamente controlaram também as planícies, levando ao surgimento da monarquia. Halpern sublinha ainda que o Israel histórico não é o Israel da Bíblia Hebraica, mas foi o Israel histórico que produziu o Israel bíblico.

William Dever já foi simpatizante do modelo da revolta de Gottwald, das propostas de Coote & Whitelam e do modelo de simbiose de Fritz. Hoje ele vê o surgimento de Israel entre as populações que praticavam a agricultura na Palestina e rejeita a dicotomia cananeu/israelita, dizendo que a distinção entre urbano e rural explica as diferenças, que são funcionais e não étnicas. Para Dever Israel se formou de refugiados das cidades, ‘bandidos sociais’ (social bandits), alguns revolucionários, uns poucos nômades, mas, principalmente, cananeus saídos das cidades. Na região das montanhas eles progressivamente criaram uma identidade que os diferenciou dos cananeus das planícies.

Thomas L. Thompson, um dos mais polêmicos ‘minimalistas’ é ferrenho defensor de uma História da Palestina escrita somente a partir dos dados arqueológicos e crítico de qualquer história e arqueologia bíblicas. Thompson observa que a população da Palestina permaneceu inalterada durante milênios, movendo-se os grupos entre as cidades das planícies e os povoados das montanhas segundo as estratégias de sobrevivência exigidas pelas mudanças climáticas, principal fator de transformação social e política da região. A população das montanhas era formada por nativos da região, que se misturaram com gente que veio das planícies, pastores de outras áreas e imigrantes da Síria, Anatólia e do Egeu. A unidade política de Israel só aparece na época das interferências assírias na região, no século VIII a.C., no que diz respeito a Samaria, e no século VII a.C., quando Jerusalém, após a destruição de Lakish por Senaqueribe, torna-se líder da região sul, como cidade cliente da Assíria. Toda a ‘estória bíblica’ do império davídico-salomônico e dos reinos divididos de Israel e Judá é, para Thompson, pura ficção pós-exílica.

Por fim, Donald Redford, egiptólogo, defende que existe uma diferença entre os habitantes das planícies e os habitantes das montanhas. Ele sugere que o núcleo da população nas montanhas era formado por pastores que se sedentarizaram, mas que pastores shasu vindos de Edom, e trazendo consigo o culto a Iahweh, também ali se assentaram, dando início ao futuro Israel, para ele, distinto dos cananeus.

 

Conclusão

Qual é o modelo mais aceito na atualidade?

O modelo da instalação pacífica (de Alt/Noth) sempre foi muito considerado. O modelo de Mendenhall/Gottwald, de uma revolta de camponeses marginalizados que somam suas forças aos recém-chegados hebreus do êxodo foi o mais discutido até a década de 90. Outros, como o de Lemche, de uma evolução progressiva, estão cada vez mais ganhando espaço nos manuais, e são, hoje, os mais discutidos entre os especialistas.

Existe algum acordo mínimo sobre a questão?

O consenso dos especialistas tende a crescer na seguinte direção:
. A arqueologia é importantíssima para definir o modo como Israel ocupou a região da Palestina
. Os dados arqueológicos apoiam cada vez menos a versão da conquista tal como está no livro de Josué ou nas explicações dos norte-americanos
. O elemento cananeu cresce em importância na explicação das origens de Israel.
. Um modelo apenas explica tudo ou devemos recorrer a vários modelos?

Parece que não se pode usar um só modelo para explicar a ocupação de todo o território de Canaã, já que o processo de instalação parece ter sido diferenciado conforme as regiões e as circunstâncias. Parece provável que em cada região tenha havido um processo social específico que deve ser explicado.

Quais recursos devem ser usados para se elaborar um modelo explicativo?

Certamente a arqueologia, a análise minuciosa dos textos bíblicos (exceto para alguns ‘minimalistas’) e as ciências sociais. A contribuição da antropologia é cada vez maior para explicar estes mecanismos sociais antigos.

De qualquer modo, existe uma certeza: ainda surgirão muitos modelos explicativos para as origens de Israel e é possível que a solução definitiva esteja bem distante…

 

Bibliografia

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>> Bibliografia atualizada em 12.06.2015

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[22]. Cf. DE GEUS, C. H. J. The Tribes of Israel: an Investigation into Some of the Presuppositions of Martin Noth’s Amphictyony Hypothesis. Amsterdam: Van Gorcum, 1976; FRITZ, V. Die Entstehung Israels im 12. und 11. Jahrhundert v. Chr. Stuttgart: Kohlhammer, 1996; FINKELSTEIN, I. The Archaeology of the Israelite Settlement. Jerusalem: Israel Exploration Society, 1988; FINKELSTEIN, I.; SILBERMAN, N. A., The Bible Unearthed: Archaeology’s New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts. New York: The Free Press, 2001 [em português: A Bíblia não tinha razão. São Paulo: A Girafa, 2003].

[23]. Cf. LEMCHE, N. P. Early Israel: Anthropological and Historical Studies on the Israelite Society Before the Monarchy. Leiden: Brill, 1985; Ancient Israel: A New History of Israelite Society. Sheffield: Sheffield Academic Press, [1988], 1995; The Canaanites and Their Land: The Tradition of the Canaanites. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1991; Die Vorgeschichte Israels. Von den Anfängen bis zum Ausgang des 13. Jahrhunderts v.Chr. Stuttgart: Kohlhammer, 1996; The Israelites in History and Tradition. Louisville, Kentucky: Westminster John Knox, 1998; STIEBING, W. Out of the Desert? Archaeology and the Conquest Narratives. Buffalo: Prometheus, 1989; DREWS, R. The End of the Bronze Age: Changes in Warfare and the Catastrophe ca. 1200 B.C. Princeton: Princeton University Press, 1993; COOTE, R. B.; WHITELAM, K. W. The Emergence of Early Israel in Historical Perspective. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, [1987] 2010; ALBERTZ, R. A History of Israelite Religion in the Old Testament Period. 2v. Philadelphia: Westminster Press, 1994.

[24]. Cf. HALPERN, B. The Emergence of Israel in Canaan. Chico, CA: Scholar Press, 1983; DEVER, W. Recent Archaeological Discoveries and Biblical Research. Seattle: University of Washington Press, 1990; THOMPSON, T. L. Early History of the Israelite People from the Written and Archaeological Sources. 2 ed. Leiden: Brill, [1992], 2000; The Mythic Past: Biblical Archaeology and the Myth of Israel. New York: Basic Books, 1999; REDFORD, D. Egypt, Canaan and Israel in Ancient Times. Princeton: Princeton University Press, 1993.

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